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Instituto de Odivelas (IO)

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Instituto de Odivelas (Infante D. Afonso)
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Apresentação

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Fundado em 1900 pelo Infante D. Afonso de Bragança, o Instituto de Odivelas é um estabelecimento de ensino dependente do Estado-Maior do Exército que tem por fim a educação de filhas de militares, de elementos da GNR, da PSP, de pessoal militarizado e de civis. Frequentam actualmente o Instituto de ...

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Missão

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O Instituto de Odivelas tem como missão: Fomentar a educação moral e cívica que visa desenvolver nas alunas o sentido do dever e da honra e os atributos de carácter, em especial a integridade moral, o espírito de disciplina e a noção de responsabilidade e ministrar sólida formação humanística e científica ...

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Contactos

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Morada Largo D. Dinis, Odivelas 2675-336, Odivelas Telefones Geral 219 349 030 Fax 219 335 842 Secção de Apoio 219 349 038 Secção de Logística 219 349 036 Sala das Regentes 219 349 035 Secretaria Escolar 219 335 842 Correio electrónico io@mail.exercito.pt io.secrescolar@mail.exercito.pt Adjunta da Direção aldavalente@institutodivelas.com Códigos do Instituto de Odivelas Atribuídos pelo Ministério da Educação Básico: 380729 Secundário: 4003 WebMaster Professor Joaquim Duarte joaquimdua...

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Dúvidas Frequentes

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Esta página é dedicada a esclarecer as dúvidas mais frequentes. 1. Sou aluna do Instituto de Odivelas, como me posso registar para poder usufruir de todas as funcionalidades do gestor de conteúdos online do IO? Todas as alunas serão em breve registas neste gestor de conteúdos. 2. Enquanto encarregado de educação de uma aluna do IO, p...

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Registos

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Para usufruir de todas as vantagens desta plataforma de gestão de conteúdos online, tem que se encontrar registado. De forma a visualizar horários, turmas, classificações, Quadro de Honra, Quadro de Graduação, álbuns fotográficos, vídeos, sala de chat entre muitas outras informações e serviços relevantes, é necessário o registo para garantir a privacidade das no...

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Plataforma de e-Mail no Instituto de Odivelas

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O Instituto de Odivelas (IO) tem o prazer de anunciar a parceria com a Google no sentido de dotar a nossa instituição de uma plataforma de e-mail. Assim, todas as nossas alunas, professores, funcionários e encarregados de educação terão ao seu dispor a possibilidade de criarem uma conta de correio electrónico no IO. Esta p...

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Documentos on-line no Instituto de Odivelas

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O Instituto de Odivelas tem o prazer de anunciar mais uma ferramenta de apoio ao trabalho - o Instituto de Odivelas Docs. Com esta ferramenta é possível criar e partilhar o trabalho on-line. Neste espaço web é possível criar documentos com um processador de texto, folhas de cálculo, apresentações, formulários e desenhos com a tecnolog...

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Centro de Suporte do Instituto de Odivelas

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O Instituto de Odivelas tem disponível um Centro de Suporte através do qual os professores passarão a solicitar pedidos de suporte para todo o tipo de problemas informáticos e de instalações (p.e. Impressoras, computadores, quadros interactivos, videoprojectores, rede, etc.). Para isso basta preencher o formulário em: http://help.institutodivelas.com Breve explicação na sua utilização: 1. Entrar no sistema (ht...

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Motor de Pesquisa do Instituto de Odivelas

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Graças à parceria com a Google é possível apresentar mais uma solução para a nossa instituição - um motor de pesquisa muito mais eficaz que o até aqui utilizado.Assim, é hoje possível pesquisar qualquer informação publicada no Instituto de Odivelas através do motor de busca da Google. É ainda possível realizar pesqu...

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Sites no IO

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O Instituto de Odivelas tem o prazer de anunciar que alunas e professores têm a possibilidade de construir o seu próprio site através da nossa infraestrutura criada para o efeito em parceria com a Google. Esta infraestrutura permite: criar páginas Web complexas com alguma facilidade; recolher todas as informações num único local - é possível col...

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Calendário de Atividades

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Testemunho de antiga aluna a trabalhar na União Europeia - Isabel Maria Pratt, N.º 116/1970

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Testemunho de antiga aluna a trabalhar na União Europeia - Isabel Maria Pratt, N.º 116/1970

Muito boa tarde Meninas de Odivelas, Senhores e Senhoras,

O meu nome é Isabel Pratt e fui aluna deste Instituto de 1970 a 1975.

Antes de mais, queria agradecer aos corpos diretivos deste Instituto a oportunidade que me deram de partilhar com todas vós as «marcas» que este estabelecimento deixou em mim e me acompanharam ao longo da vida.

Tive um percurso académico dentro e fora do Instituto e conclui o Curso Superior de Secretariado do ISLA em 1980. Iniciei a minha vida profissional nos quadros do Aeroporto de Lisboa e seguidamente nos quadros da EDP.

Em 1985 estava a ingressar nos quadros do Conselho da União Europeia em Bruxelas. Um ano antes da adesão de Portugal à então chamada CEE, para preparar o Ato de Adesão.

Com a assinatura do Tratado de Lisboa em 2011, o departamento em que me encontrava no Conselho foi transferido para o SEAE. Este novo Serviço Europeu é o equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros das estruturas nacionais.

Apesar de estar a viver há mais tempo fora do que dentro de Portugal, os anos passados neste Instituto, foram, sem dúvida, os mais marcantes de toda a minha existência.

Apesar de, na altura, o Instituto me parecer como uma fortaleza, cheia de regras completamente ridículas e fora de moda, tenho de confessar que foram as bases de tudo aquilo que sou hoje.

Para além de ter tido excelentes professoras, os valores de tradição, ordem, rigor e respeito, foram os que mais me marcaram ao longo da minha vida profissional e pessoal.

Podia dar bastantes exemplos a nível profissional mas escolho talvez o mais representativo: Quando foi criado, no seio da estrutura do Conselho da U. E. o embrião do que iria vir a ser mais tarde o Serviço Militar da União Europeia - SMUE – como já fazia parte dessa Direção-Geral, fui imediatamente absorvida por esta unidade. Não sei se foram as minhas qualidades profissionais ou o facto de ter frequentado o Instituto que desenvolveram a minha discrição e amabilidade, mas a verdade é que me senti desde logo à vontade nesta nova unidade. Mais tarde com a transferência do SMUE e dos serviços conexos do Conselho para o SEAE, fui desde logo convidada para chefiar o Serviço encarregue da gestão e distribuição da informação classificada. Nestas funções tive a oportunidade de colaborar, não só com as outras instituições da UE como o Conselho, a Comissão e o Parlamento, mas também, com as 140 delegações da UE espalhadas pelo mundo, assim como com diversas organizações internacionais como a ONU, a NATO e a EUROPOL entre outras. Estou também diariamente em contacto com as variadas missões civis e operações militares da UE no mundo.

A nível pessoal e familiar, o Instituto deixou também bastantes marcas.

Posso começar por dizer que, estou casada há 33 anos com um ex-aluno do Colégio Militar; e isto já diz muita coisa, mas não posso deixar de sublinhar que foram os nossos filhos que mais sentiram diretamente, as marcas do Instituto e do Colégio Militar.

Apesar de terem nascido em Bruxelas e terem sido criados num ambiente multicultural, foram os hábitos e a cultura portuguesa que imperaram. Desde pequenos que sempre se queixaram de muita rigidez da nossa parte, quando insistíamos para que tivessem postura à mesa e não se esquecessem de dobrar o guardanapo no fim da refeição. Mas quando eles protestavam mesmo, era quando insistíamos para que eles descascassem a fruta de faca e garfo, sobretudo a banana.

Felizmente, o ambiente multicultural em que cresceram e estudaram, ajudaram a aceitar os nossos valores e os nossos princípios, que os aproximavam mais dos amiguinhos ingleses e austríacos do que dos espanhóis ou gregos. Nós também sempre tentámos brincar com estas diferenças culturais e tirar o maior partido delas.

Estou plenamente convencida de que no mundo virtual em que eles vivem, estes valores e estes princípios, representam uma mais-valia para o futuro.

Isto foi o que o Instituto me ensinou, agora, o que o Instituto não me ensinou, mas entranhou em mim, foi muito mais profundo e só pode ser compreendido por outras alunas deste Instituto. O que senti quando estive rodeada de paredes carregadas de história, dos claustros, das escadarias, foi como se estivesse mergulhada num museu cheio de histórias para contar. Os meus colegas, colaboradores e amigos, dizem que tenho referências diferentes e que sentem que tudo em mim parece vir de longe.

De facto, sem me perceber, reproduzo os hábitos e o ambiente do Instituto em tudo.

Começo por ser extremamente rigorosa a começar com a minha apresentação tanto em casa como no escritório. Em casa tenho uma gaveta cheia de luvas de várias cores e uma coleção de chapéus impressionante que uso regularmente. A nossa mulher-a-dias já não resmunga e já se habituou à minha rigidez que passa pelo fazer a cama, passar a ferro ou ainda deixar as toalhas da casa de banho alinhadas. Reconheço ser um pouco maníaca na arrumação dos armários e sobretudo quando tenho de pôr a mesa para receber amigos ou convidados. Estou quase com a régua para alinhar os copos e os talheres com os pratos, sem esquecer as cadeiras.

Quando estávamos à procura da nossa casa de férias, acabámos por escolher a casa por causa da tijoleira do chão, porque era parecida com a do Instituto e a do Colégio Militar.

Quando escolhemos a nossa casa de Bruxelas, foi pior ainda, tivemos de encontrar a alma do Instituto e do Colégio Militar. Foi difícil mas lá encontrámos uma casa centenária que nos agradou e que liberta uma atmosfera equivalente. Entrar em nossa casa é quase como entrar num gabinete de curiosidades em que tudo o que nos rodeia está impregnado de história. Esta história, cabe a nós transmiti-la às gerações futuras. É neste quadro, que tentamos dar a conhecer aos nossos amigos e convidados, os verdadeiros valores portugueses através da história, da música e da gastronomia portuguesas. Sentimos, no fundo, a mesma obrigação dos embaixadores, na divulgação dos verdadeiros valores nacionais no estrangeiro.

Não posso finalizar a minha intervenção, sem deixar de lembrar que hoje é também um dia carregado de história. Não porque vieram algumas ex-alunas ao Instituto falar do seu percurso profissional e pessoal, não, é porque hoje, dia 31 de outubro, é o último dia oficial do nosso compatriota Durão Barroso, à cabeça da Comissão Europeia. Tenho a certeza de que, tanto ele, como eu, na vossa idade, estávamos longe de pensar nas oportunidades que nos iriam surgir e que abraçámos para representar Portugal e os valores portugueses na Europa e no Mundo.

Para todas vós, meninas de Odivelas, a minha última palavra será, explorem, tentem experiências novas, explorem o desconhecido e BOA SORTE!

Muito obrigada.

 

Cerimónia de Abertura Solene do Ano Académico 2014/15 do ISCPSI

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Cerimónia de Abertura Solene do Ano Académico 2014/15 do ISCPSI

No passado dia 15 de outubro de 2014 decorreu a Cerimónia de Abertura Solene do Ano Académico 2014/15, do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI).

O evento foi presidido por Sua Excelência o Ministro da Administração Interna, Dr. Miguel Macedo. Estiveram, também, presentes, entre outras individualidades, Suas Excelências o Presidente do Supremo Tribunal Administrativo, a Procuradora Geral da República e o Diretor Nacional da PSP.

O Instituto de Odivelas fez-se representar pelo Subdiretor, Tenente-Coronel Horácio Lopes, a Comandante de Corpo de Alunas, Tenente Tânia Ferreira e alunas do 12.º ano Ariana Santos e Rita Ribeiro.

No evento, saudamos a antiga aluna Laura Bicheiro, que ingressou no 1.º ano do Mestrado Integrado em Ciências Policiais, constituindo-se um orgulho para o Instituto de Odivelas, à qual desejamos as maiores felicidades na sua carreira.

Cerimónia de Abertura Solene do Ano Académico 2014/15 do ISCPSI

Cerimónia de Abertura Solene do Ano Académico 2014/15 do ISCPSI

 

Programa “Back to School” da União Europeia no Instituto de Odivelas – Infante D. Afonso

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Programa “Back to School” da União Europeia no Instituto de Odivelas – Infante D. Afonso

No passado dia 31 de outubro de 2014, na Sala do Teto Bonito, e no âmbito do programa “Back to School”, da iniciativa da Comissão Europeia, o Instituto de Odivelas (IO), recebeu algumas antigas alunas do IO que deram o seu testemunho sobre o trabalho que desempenham nas instituições da União Europeia, descrevendo as suas experiências profissionais bem como o seu percurso pessoal e académico que passou também pelas carteiras das salas de aula do IO.

O programa “Back to School” tem como objetivo convidar funcionários portugueses das instituições europeias a visitar as suas antigas escolas contribuindo para a divulgação da cultura, das oportunidades e das especificidades do trabalho na União Europeia. Assistiram à palestra as alunas do 9.º ano e do 12.,º ano, acompanhadas pelos respetivos professores.

As antigas alunas presentes na ocasião foram as seguintes:

  • Angela Athayde, N.º 252/1966, licenciatura em Direito e Relações Internacionais, Universidade de Genebra, Suíça;
  • Isabel Maria Pratt, N.º 116/1970, diploma de Secretariado e Relações Públicas, Instituto Superior de Línguas e Administração, Lisboa;
  • Alexandra Athayde, N.º 251/1977, licenciatura em Economia, Universidade Nova de Lisboa;
  • Rita Nogueira Ramos, N.º 188/1977, licenciatura em Direito, Universidade Clássica de Lisboa;
  • Anabela Pereira, N.º 174/1971, licenciatura em Engenharia do Ambiente, Universidade Nova de Lisboa.

As antigas alunas fizeram uma apresentação sobre o trabalho que desenvolvem nas respetivas áreas de trabalho na Comissão Europeia, nomeadamente na Direção Geral da Tradução e da Direção Geral do Alargamento.

As antigas alunas recordaram, ainda, a sua experiência pessoal enquanto alunas do IO e o contributo desta escola para a sua educação e formação académica. Salientaram as diferenças e as semelhanças entre o seu tempo de alunas e a atualidade e destacaram o regime de internato bem como o currículo do IO como mais-valias fundamentais para a aquisição da autonomia, da segurança, de regras de disciplina, de método, de organização e de trabalho, indispensáveis à confiança pessoal e à prática profissional de cidadãs da Europa e do Mundo. Referiram, também, a cumplicidade e as vivências comuns associadas ao valor da amizade e ao “ser amiga é ser irmã”, lema das antigas alunas.

As antigas alunas e funcionárias na UE ofereceram a todas as alunas um kit com brochuras com informação variada e diversos materiais referentes às instituições europeias. O Instituto agradeceu a sua presença e precioso contributo educativo e ofereceu pequenas lembranças.

Tratou-se de mais um momento de voltar à escola e de encontro de alunas do século XX e de alunas do século XXI, com memórias e vivências tão semelhantes como a de terem, para sempre, à frente da identificação de antiga aluna - AA, um número com um, dois ou três dígitos.

Apresenta-se o texto que a AA Isabel Pratt leu aos presentes e que causou particular impacto junto das atuais alunas do IO:

Muito boa tarde Meninas de Odivelas, Senhores e Senhoras,

O meu nome é Isabel Pratt e fui aluna deste Instituto de 1970 a 1975.

Antes de mais, queria agradecer aos corpos diretivos deste Instituto a oportunidade que me deram de partilhar com todas vós as «marcas» que este estabelecimento deixou em mim e me acompanharam ao longo da vida.

Tive um percurso académico dentro e fora do Instituto e conclui o Curso Superior de Secretariado do ISLA em 1980. Iniciei a minha vida profissional nos quadros do Aeroporto de Lisboa e seguidamente nos quadros da EDP.

Em 1985 estava a ingressar nos quadros do Conselho da União Europeia em Bruxelas. Um ano antes da adesão de Portugal à então chamada CEE, para preparar o Ato de Adesão.

Com a assinatura do Tratado de Lisboa em 2011, o departamento em que me encontrava no Conselho foi transferido para o SEAE. Este novo Serviço Europeu é o equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros das estruturas nacionais.

Apesar de estar a viver há mais tempo fora do que dentro de Portugal, os anos passados neste Instituto, foram, sem dúvida, os mais marcantes de toda a minha existência.

Apesar de, na altura, o Instituto me parecer como uma fortaleza, cheia de regras completamente ridículas e fora de moda, tenho de confessar que foram as bases de tudo aquilo que sou hoje.

Para além de ter tido excelentes professoras, os valores de tradição, ordem, rigor e respeito, foram os que mais me marcaram ao longo da minha vida profissional e pessoal.

Podia dar bastantes exemplos a nível profissional mas escolho talvez o mais representativo: Quando foi criado, no seio da estrutura do Conselho da U. E. o embrião do que iria vir a ser mais tarde o Serviço Militar da União Europeia - SMUE – como já fazia parte dessa Direção-Geral, fui imediatamente absorvida por esta unidade. Não sei se foram as minhas qualidades profissionais ou o facto de ter frequentado o Instituto que desenvolveram a minha discrição e amabilidade, mas a verdade é que me senti desde logo à vontade nesta nova unidade. Mais tarde com a transferência do SMUE e dos serviços conexos do Conselho para o SEAE, fui desde logo convidada para chefiar o Serviço encarregue da gestão e distribuição da informação classificada. Nestas funções tive a oportunidade de colaborar, não só com as outras instituições da UE como o Conselho, a Comissão e o Parlamento, mas também, com as 140 delegações da UE espalhadas pelo mundo, assim como com diversas organizações internacionais como a ONU, a NATO e a EUROPOL entre outras. Estou também diariamente em contacto com as variadas missões civis e operações militares da UE no mundo.

A nível pessoal e familiar, o Instituto deixou também bastantes marcas.

Posso começar por dizer que, estou casada há 33 anos com um ex-aluno do Colégio Militar; e isto já diz muita coisa, mas não posso deixar de sublinhar que foram os nossos filhos que mais sentiram diretamente, as marcas do Instituto e do Colégio Militar.

Apesar de terem nascido em Bruxelas e terem sido criados num ambiente multicultural, foram os hábitos e a cultura portuguesa que imperaram. Desde pequenos que sempre se queixaram de muita rigidez da nossa parte, quando insistíamos para que tivessem postura à mesa e não se esquecessem de dobrar o guardanapo no fim da refeição. Mas quando eles protestavam mesmo, era quando insistíamos para que eles descascassem a fruta de faca e garfo, sobretudo a banana.

Felizmente, o ambiente multicultural em que cresceram e estudaram, ajudaram a aceitar os nossos valores e os nossos princípios, que os aproximavam mais dos amiguinhos ingleses e austríacos do que dos espanhóis ou gregos. Nós também sempre tentámos brincar com estas diferenças culturais e tirar o maior partido delas.

Estou plenamente convencida de que no mundo virtual em que eles vivem, estes valores e estes princípios, representam uma mais-valia para o futuro.

Isto foi o que o Instituto me ensinou, agora, o que o Instituto não me ensinou, mas entranhou em mim, foi muito mais profundo e só pode ser compreendido por outras alunas deste Instituto. O que senti quando estive rodeada de paredes carregadas de história, dos claustros, das escadarias, foi como se estivesse mergulhada num museu cheio de histórias para contar. Os meus colegas, colaboradores e amigos, dizem que tenho referências diferentes e que sentem que tudo em mim parece vir de longe.

De facto, sem me perceber, reproduzo os hábitos e o ambiente do Instituto em tudo.

Começo por ser extremamente rigorosa a começar com a minha apresentação tanto em casa como no escritório. Em casa tenho uma gaveta cheia de luvas de várias cores e uma coleção de chapéus impressionante que uso regularmente. A nossa mulher-a-dias já não resmunga e já se habituou à minha rigidez que passa pelo fazer a cama, passar a ferro ou ainda deixar as toalhas da casa de banho alinhadas. Reconheço ser um pouco maníaca na arrumação dos armários e sobretudo quando tenho de pôr a mesa para receber amigos ou convidados. Estou quase com a régua para alinhar os copos e os talheres com os pratos, sem esquecer as cadeiras.

Quando estávamos à procura da nossa casa de férias, acabámos por escolher a casa por causa da tijoleira do chão, porque era parecida com a do Instituto e a do Colégio Militar.

Quando escolhemos a nossa casa de Bruxelas, foi pior ainda, tivemos de encontrar a alma do Instituto e do Colégio Militar. Foi difícil mas lá encontrámos uma casa centenária que nos agradou e que liberta uma atmosfera equivalente. Entrar em nossa casa é quase como entrar num gabinete de curiosidades em que tudo o que nos rodeia está impregnado de história. Esta história, cabe a nós transmiti-la às gerações futuras. É neste quadro, que tentamos dar a conhecer aos nossos amigos e convidados, os verdadeiros valores portugueses através da história, da música e da gastronomia portuguesas. Sentimos, no fundo, a mesma obrigação dos embaixadores, na divulgação dos verdadeiros valores nacionais no estrangeiro.

Não posso finalizar a minha intervenção, sem deixar de lembrar que hoje é também um dia carregado de história. Não porque vieram algumas ex-alunas ao Instituto falar do seu percurso profissional e pessoal, não, é porque hoje, dia 31 de outubro, é o último dia oficial do nosso compatriota Durão Barroso, à cabeça da Comissão Europeia. Tenho a certeza de que, tanto ele, como eu, na vossa idade, estávamos longe de pensar nas oportunidades que nos iriam surgir e que abraçámos para representar Portugal e os valores portugueses na Europa e no Mundo.

Para todas vós, meninas de Odivelas, a minha última palavra será, explorem, tentem experiências novas, explorem o desconhecido e BOA SORTE!

Muito obrigada.

 

Vídeo do Instituto de Odivelas 2014

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Abertura Solene do ano letivo 2014/2015 no Instituto de Odivelas - Infante D. Afonso

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 Abertura Solene do ano letivo 2014/2015 no Instituto de Odivelas (IO)

No passado dia 7 de novembro de 2014 teve lugar a Abertura Solene do ano letivo de 2014/2015 no Instituto de Odivelas (IO). À chegada, a Alta Entidade e as Entidades Convidadas foram recebidas pela Direção na Sala do Teto Bonito onde teve lugar apresentação de cumprimentos pelo Corpo Docente.

A Mesa de Honra foi constituída por SEXA o Chefe de Estado-Maior do Exército, General Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo que presidiu à cerimónia, pelo Tenente-General Frederico Rovisco Duarte, Comandante de Instrução e Doutrina, pela Dra. Susana Amador, Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, pelo Major-General Fernando Cóias Ferreira, Diretor de Educação, pela Dra. Joaquina Cadete, Presidente da Direção da Associação das Antigas Alunas do Instituto de Odivelas, pelo Professor Doutor David Justino e pelo Coronel Eng António Nisa Pato, Diretor do Instituto de Odivelas.

Após a entoação do Hino do Instituto de Odivelas pelas alunas, o Diretor do Instituto de Odivelas (IO) proferiu uma alocução em que, após ter saudado e agradecido a presença de todos num momento tão singular na vida escolar do IO, destacou a capacidade de sobrevivência do IO, uma escola de excelência que “chegou aos nossos dias” porque numa aliança de tradição e de inovação educou e formou milhares de cidadãs ao longo de 114 anos de existência.

A Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Dra. Susana Amador, tomou a palavra tendo referido que o IO “habita no coração dos odivelenses” e que a História do IO se confunde com a História de Odivelas. Sublinhou que o IO é uma “grande referência nacional e local”, uma escola com “excelência educativa” e que “Portugal precisa do Instituto de Odivelas” reforçando que "o Instituto é uma luz que nos ilumina e que não podemos deixar extinguir".

A cerimónia prosseguiu com a Lição Inaugural proferida pelo Professor Doutor David Justino, subordinada ao tema – “O Instituto de Odivelas, mais do que um passado, uma instituição educativa”.

O Professor Doutor David Justino é uma referência na Educação e Política nacionais: professor universitário e investigador nas áreas da História, da Sociologia e da Educação, publicou recentemente Difícil é Educá-los, um ensaio sobre os problemas da educação e das escolas em Portugal, foi Ministro da Educação do XV Governo Constitucional (2002 – 2004), é Consultor para os Assuntos Sociais do Presidente da República e Presidente do Conselho Nacional de Educação.

O Professor Doutor David Justino fez uma incursão na História do Instituto de Odivelas. Recuou a finais do século XIX quando um grupo de militares tomou a iniciativa de propor à Coroa a criação de uma escola que formasse mulheres e profissionais e descreveu os períodos em que escola se manteve e se adaptou à mudança face a regimes e contextos históricos tão diversos e distintos. Aludiu, ainda, a um projeto de 1838 da autoria da Rainha D. Maria II para a criação, já então, de uma escola que ensinasse e amparasse as filhas e irmãs desvalidas de militares. David Justino salientou o facto de o IO ter sido sempre uma escola não militar, ainda que um colégio de militares e que é, acima de tudo, uma instituição educativa, com uma missão, com valores e com capacidade de se adaptar e de manter a excelência. Terminou afirmando que as instituições devem ser respeitadas tal como elas existem, em nome do interesse nacional.

De seguida, foi entregue uma lembrança aos professores requisitados que cessaram funções no ano transato no Instituto de Odivelas.

Seguiu-se a entrega dos diplomas às alunas que terminaram o ensino secundário em 2014 e de medalhas e prémios às alunas que mais se distinguiram no ano letivo de 2013/2014.

A aluna do 12.º ano e Comandante de Batalhão, Catarina Faria, proferiu um discurso em que destacou a tristeza que perpassa nas alunas do 12.º ano e do 9.º ano pelo facto de terem partido as colegas dos outros níveis de escolaridade e de não terem ingressado novas alunas no IO. Referiu que as atuais alunas estão prontas a ultrapassar os desafios e as dificuldades e dirigiu um agradecimento especial e sentido a toda a comunidade escolar que mantem o IO em funcionamento, destacando o papel importante de todos e, em especial, o apoio dos professores. Sublinhou, igualmente, o relacionamento forte e único entre as alunas e disse querer voltar ao IO ”daqui a 50 anos” para reviver todos os momentos especiais que viveu ao longo de 7 anos de vida escolar no IO. Concluiu com palavras de defesa e de esperança face ao futuro do IO.

Após a entoação do Hino Nacional e o grito Salve nosso Instituto! Cada vez mais alto, deu-se por terminada a cerimónia Abertura Solene do Ano Letivo 2014/2015 no Instituto de Odivelas – Infante D. Afonso.

No antigo Refeitório das Monjas, também conhecido por Sala do Teto Bonito, foi oferecido um Porto de Honra.

 

Festa do Halloween no Instituto de Odivelas – Infante D. Afonso

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Festa do Halloween no Instituto de Odivelas – Infante D. Afonso 

A 30 de outubro de 2014 decorreu a Festa do Halloween no Instituto de Odivelas (IO), organizada pelas alunas do 12.º ano de escolaridade. A festividade, também conhecida por Dia das Bruxas, tem origem anglo-saxónica mas é já uma tradição no calendário de atividades do IO, incentivada há vários anos a esta parte pelas professoras do grupo disciplinar de Inglês e de Inglês Prático.

As alunas do 12.º ano estão de parabéns pelo empenho e entusiasmo que colocaram no seu trabalho que incluiu, igualmente, uma venda de “docinhos e travessuras” no Ginásio. Participaram na festa noturna as alunas do 9.º ano, as alunas do Colégio Militar que pernoitam no IO, professores e funcionários. Esteve também presente a Direção do IO. De realçar a encenação cuidada e a caracterização rigorosa das personagens que proporcionaram a criação de um ambiente com momentos “assustadores “ e divertidos.

 

Vídeo - Dia do Exército

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As nossas alunas aparecem em grande destaque a partir do 1:42 minuto.

 

 


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